Como sair das dívidas: um plano em etapas para retomar o controle

Sair das dívidas é menos sobre força de vontade e mais sobre método. Veja como listar o que você deve, escolher qual dívida atacar primeiro e negociar sem cair em uma parcela que não cabe.

Equipe PFHold3 min de leitura

Dívida pesa duas vezes: no bolso e na cabeça. E o peso na cabeça costuma vir de não saber o tamanho do problema. Muita gente evita abrir as faturas e os contratos justamente porque teme o número. O primeiro passo para sair é fazer o oposto.

Etapa 1: coloque tudo em uma lista

Para cada dívida, anote quatro informações:

  • Para quem você deve;
  • O saldo devedor de hoje (quanto custaria quitar agora);
  • A taxa de juros ao mês ou o custo efetivo total;
  • O valor da parcela e quantas faltam.

Some os saldos. Esse é o tamanho real da dívida. Some as parcelas. Esse é o quanto da sua renda já está comprometido antes de o mês começar.

Etapa 2: pare de aumentar o buraco

Antes de pagar mais rápido, é preciso parar de dever mais. Isso significa cobrir os gastos do mês com a renda do mês. Se o orçamento não fecha, o ajuste precisa acontecer aqui: nenhum plano de quitação funciona enquanto o cartão continua financiando o dia a dia.

Etapa 3: escolha a ordem de ataque

Pague o mínimo combinado de todas e concentre o dinheiro extra em uma só. Há dois critérios conhecidos para escolher qual:

  • Pela taxa: primeiro a dívida com os juros mais altos. É o caminho que custa menos no total;
  • Pelo tamanho: primeiro a menor dívida. Custa um pouco mais, mas elimina uma conta rápido e dá ânimo para continuar.

Matematicamente, a ordem pela taxa vence. Na prática, vence o método que você consegue manter. Em qualquer dos dois, quando uma dívida acaba, a parcela dela passa a reforçar o pagamento da próxima.

Etapa 4: negocie com números na mão

Credor prefere receber menos a não receber. Com a lista pronta, você sabe quanto pode pagar por mês e negocia a partir disso. Três cuidados:

  1. 1Só feche uma parcela que caiba no orçamento com folga. Acordo quebrado piora a situação;
  2. 2Peça o valor para quitação à vista. O desconto costuma ser maior do que no parcelamento;
  3. 3Guarde o acordo por escrito e os comprovantes de cada pagamento.

Dívida não é tudo igual

Um financiamento imobiliário com juros baixos, que compra um bem que você usa, é diferente de um rotativo de cartão que financiou consumo. O plano de saída deve mirar primeiro as dívidas caras e de consumo. As baratas e de longo prazo podem seguir o cronograma normal.

Ninguém sai das dívidas de uma vez. Sai uma por uma, e cada uma que acaba acelera a seguinte.

Como o PFHold ajuda a acompanhar as dívidas

No PFHold cada dívida fica registrada com saldo devedor, parcelas e taxa. Quando você lança um pagamento, o sistema separa o que foi juros do que realmente abateu a dívida, e o saldo devedor cai de acordo. Você vê o total que deve diminuir mês a mês, dentro do seu patrimônio líquido.

Perguntas frequentes

Qual dívida devo pagar primeiro?

Em geral, a que tem os juros mais altos, porque é a que mais encarece o total. Algumas pessoas preferem começar pela menor dívida para ganhar ânimo. O melhor método é o que você consegue manter.

Vale a pena trocar uma dívida por outra?

Pode valer quando a nova dívida tem custo efetivo total menor e parcela que cabe no orçamento, como ao trocar o rotativo do cartão por um crédito com parcela fixa. Compare o custo total, não apenas a parcela.

Como negociar uma dívida?

Saiba antes quanto você pode pagar por mês, peça também o valor para quitação à vista, só aceite parcelas que caibam com folga e guarde o acordo por escrito.

Devo investir enquanto tenho dívidas?

Dívidas caras costumam cobrar juros maiores do que um investimento conservador rende. Por isso, depois de uma reserva mínima, quitar dívidas caras geralmente vem antes de investir.

Enxergue a sua vida financeira inteira

O PFHold reúne contas, cartões, dívidas, investimentos, imóveis e empresas em uma visão só, com fechamento do mês e relatório para apresentar.

Assinar agora

Leia também